Passageira compra figurinhas da Copa em trem da CPTM e encontra card de Neymar de 2022

figurinhas da copa

A descoberta inesperada no trem

No dia 30 de junho, uma passageira da **Linha 11-Coral da CPTM** teve uma surpresa desagradável durante sua viagem. A estudante universitária Rayssa Montoro decidiu comprar um pacote de figurinhas, acreditando que era parte da coleção oficial da **Copa do Mundo de 2026**. No entanto, ao abrir a embalagem, ela encontrou um card de **Neymar**, mas da edição de 2022. Esse incidente levanta questões sérias sobre a autenticidade dos produtos vendidos nas composições do trem.

Venda ilegal de figurinhas

Conforme Rayssa relata, o vendedor estava oferecendo as figurinhas a um preço igual ao que é praticado oficialmente pela Panini, tornando a oferta ainda mais atrativa para os consumidores desavisados. Preços como R$ 7 por pacote, ou promoções de dois pacotes por R$ 10, contribuíam para uma impressão de legitimidade, desconsiderando a proibição do comércio ambulante dentro dos trens e estações.

Confiando em QR Codes?

O vendedor incentivou a utilização de um QR Code presente na embalagem, supostamente para garantir a autenticidade do produto. Essa estratégia é uma tática comum entre vendedores ilegais, visando enganar potenciais compradores, que podem confiar em elementos como QR Codes para validar a origem do produto. Contudo, esses códigos podem ser manipulados, como foi evidenciado neste caso.

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Comparação com produtos oficiais

Rayssa comentou sobre as diferenças perceptíveis entre o pacote que comprou e os pacotes autênticos da Panini. Ao abrir o produto, ela notou falhas na impressão, diferenças nas cores e na qualidade do acabamento das figurinhas. A situação se torna ainda mais alarmante quando se considera que essas falsificações podem induzir os colecionadores a cometer enganos ao trocar ou vender seus coletáveis.

Impacto do comércio ambulante

O caso ilustra um problema maior relacionado ao comércio clandestino que perdura nas linhas de trem em São Paulo. Gestos como esse expõem a vulnerabilidade dos passageiros e a falta de fiscalização efetiva diante das vendas não autorizadas. É essencial que as autoridades implementem medidas rigorosas para coibir essa prática, que causa prejuízos não apenas financeiros, mas também à segurança dos consumidores.

Fraude se espalha em minutos

Durante o relato de Rayssa, ela mencionou que, no espaço de poucos minutos, o vendedor conseguiu vender aproximadamente 60 pacotes apenas em seu vagão. Esse crescimento espantoso nas vendas revela como vendedores ambulantes podem rapidamente enganar várias pessoas, espalhando fraudes entre os passageiros que estão apenas tentando completar suas coleções de forma legítima.

O papel da CPTM na fiscalização

A **CPTM** (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) informou que possui um programa contínuo de combate ao comércio ambulante irregular, realizando rondas com agentes de segurança e atendendo denúncias. No entanto, apesar das ações afirmativas, casos como o de Rayssa enfatizam a necessidade de um reforço nas operações de fiscalização. A eficácia das políticas de repressão à venda ilegal precisa ser avaliada e aprimorada continuamente.

Estatísticas sobre apreensões

Nos primeiros cinco meses de 2026, a CPTM abordou um total de 937 ambulantes e apreendeu 43.235 mercadorias irregulares. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve uma diminuição de 31,7% nas ocorrências de comércio informal. Apesar dos números apresentados, a presença de vendedores ilegais, como demonstrado nesta situação, ainda representa um desafio significativo.

Polícia atua contra falsificações

Recentemente, uma operação policial realizada pelo **Deic** resultou na apreensão de cerca de 50 mil figurinhas e mil álbuns falsificados da Copa do Mundo de 2026 em áreas da cidade, incluindo o Brás e o Canindé. Essa ação, que levou quatro pessoas a serem processadas por crimes contra a propriedade industrial, ilustra a seriedade com que as autoridades estão tratando o problema da falsificação. Este tipo de operação é crucial para proteger não apenas os consumidores, mas também as marcas legítimas que produzem esses colecionáveis.

O que fazer ao encontrar produtos falsos?

Para consumidores como Rayssa que se deparam com produtos falsificados, é aconselhável não adquirir itens de vendedores ambulantes e sempre procurar comprar em locais autorizados. Ao descobrir um produto que acredita ser falso, deve-se imediatamente reportar à empresa responsável, neste caso, a Panini, e também à CPTM, contribuindo para que mais medidas de combate a essas fraudes sejam tomadas.